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quinta-feira, 11 de julho de 2013

Artigo

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A energia do bem
Na tentativa de definir o quadro de violência e criminalidade em Guarujá e no distrito de Vicente de Carvalho, muitas pessoas já chegaram a afirmar que a cidade corria o risco de se tornar uma miniatura do Rio de Janeiro, dadas as proporções e características da marginalidade dos dois muncípios. Hoje, a julgar por recentes fatos, já há quem se arrisque a dizer que esse parâmetro foi deixado para trás faz tempo.
A ousadia é a marca registrada que a bandidagem exibe quando perde o respeito ou o temor pelas autoridades. Pois bem. No último final de semana, uma quadrilha sequestrou um casal e em seu automóvel praticou assaltos, explodiu um caixa eletrônico e ateou fogo a um ônibus.
Tudo isso em alguns instantes e, para surpresa de quem não leu os jornais, em plena avenida central, onde, aliás, funciona a delegacia de polícia do Itapema.
O morador fica acuado e já sabe, pelos símbolos de alerta, quando deve ou não pode sair de casa. Algumas autoridades da cidade encontram alívio e segurança em seus guarda-costas, ao mesmo tempo em que visitam palácios e retratam em películas sua pretensa atitude perante tais problemas. Mas, nosso drama persiste e o faroeste caboclo que reina por aqui não acaba como a música.
As pistolas que disparam sozinhas nos armários do batalhão da Polícia Militar na praia do Tombo podem ser um começo para explicar tantos males. A falta de estrutura é visível e, com ela, surge a desmotivação, a ineficiência e a crise, o que é normal em qualquer tropa ou profissão. Uma coisa é certa. Passamos da hora de realizar um encontro franco e aberto à participação popular sobre nossas necessidades e potencialidades. A energia do bem que ora surge das ruas poderia ser a mola propulsora para girar essa roda.
Valdir Dias
Jornalista – Colaborador

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